domingo, 28 de junho de 2015

Sinto que não sinto.

Sinto falta. Falta de sentir.

Deparei-me com uma pessoa que não reconheço. Eu tinha vida. Era apaixonada, forte, invencível.
Hoje sou só eu, mais uma pessoa. Que não sente.

Já não vivo dependente do passado, nem com ele em consideração, vivo em função do futuro. Mas quando poderei viver o meu presente? É isso que preciso.

Quero emoção, adrenalina, sentir que vou fazer algo que me deixa eufórica. Sentir o nervosismo miudinho porque vou fazer algo diferente, sentir que valho a pena. Sentir a ligação entre as coisas e surpreender-me principalmente. Quero, quando feliz rir até as lágrimas caírem por o ar quase não chegar à boca, e quero, quando triste, chorar em alto e bom som para que todos sintam a minha dor.

Ter algo para contar. Ter algo que valha a pena escrever num diário. Ter algo que me faça ficar envergonhada, que me sufoque tanto por sentir que só no fim do dia o possa ordenar na minha cabeça, que seja o meu pensamento antes de ir dormir, e o motivo para acordar.

Eu sinto que não sinto, e a única coisa que sinto é a falta de sentir.

Vida. Preciso de voltar a viver. E não se vive sem emoções. Não se vive neutra.


29.06.2015
01:33

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