the past of my happiness.

O começo . [ parte I ]

"lembra - te como tudo começou."
 
  Eu senti - te, fui capaz de te vêr e tocar, foi tudo tão mágico e irreal, o que eu em cada momento desejei, poder olhar - te nos olhos e perder - me nesse olhar, como jamais consegui em algum dia, pude fechar os olhos e depois voltar a abrir e mesmo assim, tu estares lá, não seres uma simples ilusão que a qualquer momento poderia desaparecer, mas tudo isso foi algo inexistente, um sonho que nunca se tornaría na realidade. Quando realmente voltei ao mundo real, as lágrimas, essas sim foram verdadeiras e sem conta elas foram caíndo, sem haver uma maneira de parar, percorreram todo o meu rosto e em cada uma, sentía que a esperança estava longe, que estava a desaparecer, como se a elas estivesse agarrada a minha força para acreditar que um dia te poderia ter assim tão de perto e apartir daí, desse momento, já não tinha nada e embora longe, apesar de a distância que tínhamos entre nós os dois fosse cada vez menor, sentía que nunca poderíamos estar lado a lado, foi aí que desisti.
   A partir daí deixei de ouvir a tua voz, como se ela estivesse cada vez mais baixa e os dias, foram passando cada vez mais devagar, tentei que a minha vida fosse mais alem de ti, e foi, mas o meu pensamento não, tudo o que vivía fazia com que tu voltasses a tomar conta da minha vida, mas eu queria mentir, queria dizer a todo mundo que era só eu, não eu a que sobrevivia por saber que existías. Mas o meu sorriso, esse era falso, fingido, possível de disfarçar, já os meus olhos, não eram capaz de enganar, queriam ter esperança mas já nada a alimentava, era nada mais que um simples vazio.
   Quando chegava á noite, gostava de imaginar como podería ser se naquele momento estivesse contigo, se tu estivesses perto, como eu reagiría, ou como seria esse teu sorriso que só era capaz de vêr em sonhos, esses sonhos que não era mais do que isso, um sonho, algo por realizar que só vía quando os meus olhos se fechavam. Houve muitos momentos em que quis que isso se prolongasse, que jamais os meus olhos se voltassem a abrir, pois seria a única maneira de te ter tão perto de mim.
   A todo o momento as lágrimas voltavam, especialmente quando estava na praia, já de noite, quando a lua brilhava e fascinava todos aqueles que a pudessem vêr, a lua fazia - me vêr o teu rosto, mais nitidamente do que realmente fui capaz de vêr. Ela reflectia - se no mar, esse mar sereno, que tinha imensas historias por contar, que era misterioso e grandioso. Eu por vezes pensava que por mais que chorasse não seria suficiente, queria acreditar que um dia as lágrimas salgadas que percorriam o meu rosto poderiam ser de tão enorme imensidão capaz de completarem o mar e nesse dia, estaría perto de ti. Mas eram apenas gotas, uma de cada vez, sim, eram tão salgadas como a água do mar, mas por mais que fosse a quantidade delas, nunca conseguiría atingir nem uma parte do enorme oceano. Parecia um disparate mas eu gostava de sonhar e voar para longe das coisas óbvias, da realidade, onde existia um mundo, em que tu eras a única pessoa que lá habitava, mas que tudo era maravilhoso.
   Sei que sofria, mas não queria uma vez que fosse que as lágrimas parassem de cair, pois sabia que só elas me mostravam que era a vida real e só com elas, tería a certeza que tu eras real, que apesar de não te ter por perto, existias e não eras uma fantasia criada pela minha imaginação.
   Os dias eram enormes e ainda bem, era um alívio saber que estava rodeada de pessoas diferentes, saber que me podería distraír um pouco de ti, da minha obsessão por ti, mas eu sabia que não ía resultar, pois não tarda nada estaría sozinha, mas não tão sozinha, tu estarías sempre lá, mas no meu pensamento.
   Comecei a andar sozinha, por sítios onde já passaste ou até poderías passar um dia e deixar marcas, com esperança que pudesses reparar nelas, imaginar o que poderías estar lá a fazer e qual sería a tua reacção quando reparasses no que lá escrevi ou desenhei, ou até possa ter construído.
   Foi aí que percebi, nós não andavamos perto nem longe, andávamos apenas desencontrados e eu queria realmente que isso mudasse, mas tambem tinha medo, medo que não fosses o que imaginei quando me ligavas, que os teus olhos não tivessem a cor que realmente imaginei, que não pensasses em mim ou até pensasses em mais alguem, que te risses dos meus sonhos se alguma vez te contasse, ou até tentasses fugir por saber desta obsessão, e a tua voz, uma voz calma e serena sempre para me dizer algo que eu sabia que queria ouvir. Tinha medo de tudo, mas vontade de te ter a meu lado.
Eram tantos os sentimentos que transportava por ti, a esperança que desapareceu, o sofrimento cheio de tristeza, a vontade de te vêr, o medo de não seres o que sonhava e até a confusão de já não saber quem era, porque já não sabia viver sem ti, ou apenas o que eu criei de ti, que sonhei e vivía apaixonada por o que podería ser apenas uma ilusão.
   Os sonhos voltavam, mas acabavam sempre com o começo de um sofrimento, demonstrado por uma lágrima, e eu não saberia o que fazer, se ficasse nesta vida, a vida real, passaria o dia constantemente a pensar em ti, mas se sonhasse, embora fosse a unica maneira de estar perto de ti, acabaria sempre o sonho, e o sofrimento começava, e eu quis realmente prolongar cada um desses sonhos e assim os tornar na minha vida, mesmo que não fosse mesmo uma vida, mas sim uma morte, mas o que me impedia era ainda a pequeníssima esperança que apareceu do nada, de poder tornar o sonho em realidade, e assim poder estar perto de ti, fosses o que fosse na verdade. E finalmente percebi que não seria preciso ter medo, pois não me irías desiludir, fosses o que fosses ou como fosses era assim que eu gostava de ti.

19/01/11
Máscara. [ parte II ]

"lembra - te onde tudo se passou."
   Mas fartei - me, pois tudo isto era apenas uma máscara que esconde o sorriso que eu tinha antes de comandares a minha vida sem dares conta, mas deixei de ouvir a tua voz durante tempo demasiado, tempo esse que não era capaz de resistir, pois deixei de ser a mesma, de ser forte, e tornei - me em nada, e eu que dependia do facto de saber que ainda fazes minimamente parte da minha vida, e eu da tua, pois tu tiraste - me as forças como jamais alguém tirou, e deixei - me de reconhecer, pois tu descontrolaste - me, e deixei de saber quem era.
  Cansei - me de tudo isto, precisava de respostas mais do que tudo, mas não sabia a quem as perguntar, fiquei realmente desesperada sem saber para que lado seguir a minha vida, pois o caminho que segui até aquele momento perdi - o realmente, e não conseguia vêr nada mais do um vazio, por isso fiquei parada, pois não tinha mais para onde ir, e achava que tinha perdido tudo, tudo o que me faria viver antes de ti, pois tu fizeste com que eu afastasse o que existiu, porque eu já nem vida tinha, pois esta dependía somente de ti.
  E como podería sobreviver, se não existía nenhuma razão, a unica que encontrei era nada mais do que sonhos, mas todos eles têm um fim, todos eles acabavam, todos eles eram irreais, e todos eles me arrancaram a esperança.
   Só queria que tu me dissesses o que fazer, como agir, como pensar, mas parecia que já não pertencia mais á tua vida, que deixaste de ter espaço para mim, que tudo tinha mudado, menos o meu sentimento por ti.

15/02/11


Susto. [ parte III ]

"lembra - te de todas as razões."
   Fiquei sem saber o que pensar, só queria saber o que tu pensas. Queria estar perto de ti, sentir a tua respiração, ouvir o teu coração bater, queria poder olhar - te nos olhos, sentir os teus braços á minha volta, queria poder estar contigo, mas tudo parecia estar contra isso, tudo parecia impedir que acontecesse, tudo parecia uma barreira entre nós, uma barreira demasiado forte, que nos dividia, que nos afastava, e foi isso que aconteceu afastou - nos, de tal maneira que a tua vida continuou, sem mim, e deixaste - me para trás, e a minha, nunca te perguntaste como continuou, mas eu digo - te, continuou tentando que não dependesse de ti, mas o meu pensamento, isso era incontrolável.
   Foram dias e dias não a viver, mas a sobreviver, lutando para mostrar um sorriso forçado, e sentido - me destruída, sentindo sem razões para continuar, mas tentei ser forte, mostrar a felicidade que não existia, para que mais ninguém nesta história ficasse infeliz, nenhuma das pessoas que me eram próximas, e tentava - me distrair e assim ia conseguindo sobrevivendo durante longos dias.
Até que apareceram outras pessoas que me conseguiam arrancar um pequeníssimo sorriso, o único que conseguia, mas mesmo sendo pequeno era verdadeiro, e isso bastava.
Foi assim durante algum tempo, e tudo aos poucos, lentamente se ia compondo, até que chegou um dia, um dia que nunca mais esqueci, um dia que me marcou e que até agora relembro.
   Estava como em outros dias na água salgada do mar, tentando - me distrair, alguém que me era muito próximo já estava longe e reparei que não se estava a aguentar, as ondas eram fortes, e cada vez mais o mar misterioso me puxava, não queria saber do que deixava para trás, mas alguém estava a precisar de ajuda, alguém que não podia ir para outro mundo naquele momento, então tentei, tentei chegar perto, e posso dizer que consegui, mas agora era eu que precisava, o mar engoliu - me deixou - me sem respiração, por mais que tentasse vir á superfície as rochas que estavam por baixo não o permitiam, cortavam - me os pés, e já nem as mãos estavam á vista, eu tinha que tentar, mas os remoinhos, as ondas não ajudavam, e quando a respiração estava cada vez mais fraca, desisti, desisti de tudo, de me tentar salvar, de tentar viver, de tentar voltar á superfície, e deixei - me ser levada pelo mar, também não seria mais do que um corpo que lá ficaria, que lá perderia a vida, que ali terminaria o seu caminho, e talvez mais tarde me encontrariam, mas já nada mais poderiam fazer. E foi aí, pouco me lembro depois, não sei, talvez tenha perdido os sentidos, mas sem saber como quando consegui abrir os olhos reparei admirada, tinha voltado á superfície, já conseguia ver o céu, já era capaz de respirar e a pessoa que era a razão para estar ali no meio do mar já estava a salvo, e agora era eu que me dirigia ás rochas mais próximas, agarrei - me a uma, e saindo da água gelada, para cima dela consegui subir, percorri todas as rochas e no final voltei a calcar a areia seca, com um grande alívio, pois tinha sido um susto, um enorme mas apenas um susto. E tudo me veio á cabeça não só sobre ti, mas tudo o que tinha vivido até ali, todas as pessoas, tudo o que já se tinha passado e vivido até aquele momento.
  Já não queria estar ali, depois de tudo o que tinha acontecido e principalmente do que quase aconteceu. Tudo isto ocupou o meu pensamento durante algum tempo e assim cheguei a uma conclusão, não podia perder uma oportunidade de dizer ás pessoas que poderiam não saber o quanto significavam ou significaram, pois um dia poderia não conseguir, um dia poderia ser tarde de mais para o fazer, e uma delas foste definitivamente tu. Quando tive oportunidade disse - te, sem te dar explicações do sucedido, o quanto foste e ainda continuavas a ser para mim, a importância que tinhas na minha vida, sem nenhum plano, sem nenhuma intenção. E sem perceberes o porquê pediste explicações, ao principio exitei, mas contei - te. Assim surgido do nada, mostraste preocupação e com poucas palavras trocadas voltaste a estar presente na minha vida.
  Apesar de tudo, fiquei feliz por este susto, pois ele tinha - me dado uma segunda oportunidade, não só de viver, mas também uma oportunidade para voltares. A partir daí acreditei mesmo, que tudo o que naquele dia se passou foi uma segunda oportunidade, tudo por tua causa, tudo para te voltar a ter, e agradecia ao mar pelo que fez, por me ajudar voltar a ver tudo com clareza e por nos ter unido mais uma vez, por nos ter voltado a aproximar. O mar tinha sido a razão para eu voltar a ser feliz, por voltar a falar com a pessoa que mais queria, por deixar de sobreviver e graças a ti, viver.

21/02/11

 Momento Mágico. [  parte IV ]

"lembra - te de todos os momentos."

   Os meus dias mudaram, desde que voltamos a falar ninguem podería destruir a minha felicidade, a felicidade que graças a ti se tornou presente. O meu sorriso demonstrava - o, e agora não ía deixar que isso mudasse, não te deixaría, pois isso é que fez com que mais que nunca estivesse viva. Apesar de tudo houve uma coisa que nunca mudou, os sonhos. Eles eram constantes e mesmo que estivesses mais presente na minha vida eu ainda queria que estivesses realmente presente, que estivesses comigo pela primeira vez, tinha os mesmo desejos que sempre tive, e mais que tudo tinha a esperança, uma incrível esperança que me fazia sorrir ao acreditar que um dia o que mais desejava se pudesse tornar na realidade, mas enquanto isso não acontecesse só me restava sonhar com esse tão esperado dia. Mas desde que me voltaste a falar mudaste o sentido das coisas, agora o sonho não era apenas algo irreal que terminava com o começo de uma lágrima, mas sim, algo que esperava que acontecesse um dia, e terminava com o começo de um sorriso, porque já nada parecia tão impossível como à um tempo atrás.
   Nunca as palavras de alguem tinham tido tanto significado para mim, nunca as palavras de alguem tinham feito com que fosse feliz como as tuas fizeram e eu cada vez mais sentia - me uma sortuda por ter encontrado alguem tão especial como tu.
   Os dias passavam, não digo que não pareciam eternidades pois para isso teria de te ter por perto, mas era diferente, pois agora a esperança existia, e eu sabia que tinha voltado a fazer parte da tua vida, e por isso o sorriso deixou de ser forçado, tornou - se mais verdadeiro que nunca, pelo simples facto de tu existires.
Foi num desses dias, um dia normal seguido de um sonho habitual que preencheu toda a minha noite e permanecia no meu pensamento desde que terminara, o que já tinha acontecido á horas, onde olhava repetidas vezes para o telemóvel com esperança de que tu te tivesses lembrado de mim, sei que poderia ser eu a lembrar - te mas preferi não o fazer, não queria que te cansasses de mim mas sim, que gostasses de falar comigo, pois eu sentia - me lisonjeada só por o poder fazer. O dia corria normal, claro, sonhava acordada como seria ter - te ao meu lado naquele momento, como seria tudo tão perfeito, mas isso já era habitual, e já estava á espera de momentos depois reparar que era mais uma vez a minha imaginação a pregar - me partidas, das quais não me importava que permanecessem. Estava rodeada de pessoas diferentes, pessoas que jamais tinha visto, mas isso pouco me importava, era um sítio público e naquele dia era normal a quantidade de pessoas que lá passava. Andava e reparava que não havia muita luz e que já tinha escurecido, também era normal naquela hora. A noite chegou e eu olhava em meu redor mas não reconhecia ninguém, nem sequer memorizava nenhum rosto que se cruzava comigo, não só porque era difícil graças á pouquíssima luz que tinha, mas também porque não era uma coisa que me interessava. As pessoas passavam não só do meu lado, que se seguia para apenas uma direcção, mas também pelo outro lado da barreira que tinha do meu lado direito, que seguiam o sentido contrário. O tempo passava e as coisas continuavam iguais e estava distraída, já nem tomava sentido a quem passava por mim, até que olhei para a frente, ligeiramente inclinada para a direita, onde estavam as pessoas que vinham no sentido oposto ao meu e aí, algo me chamou á atenção, um rapaz que parecia mais iluminado que as restantes pessoas, foi aí que fiquei sem reacção quando me fixei no seu olhar, reparei em todos os seus movimentos e percebi que eras tu, a pessoa que durante meses desejava ver, nesse momento estava a passar por mim, sem nenhum plano ter sido feito, só poderia ser um sonho, mas desta vez este foi tornado na realidade. O teu olhar, a maneira como estavas vestido naquela noite e todo o resto, todos os pormenores ficaram fixados na minha cabeça, sem eu fazer qualquer esforço. Os segundos em que isso se passou pareceram - me ter sido prolongados, e não sei como é possível que só tu estivesses iluminado, mas para mim estavas. O teu rosto era difícil de esquecer, na verdade era impossível e recordo - me totalmente da expressão de admiração na tua cara quando me viste, provavelmente semelhante á minha e não, nem sequer nesse momento estive suficiente perto de ti para te poder tocar, pois a barreira continuava lá, quando ficaste fora do meu campo de visão nem fui capaz de olhar para trás, achei que também não o farias e sinceramente se o fizesse acabaria por chocar contra algo ou alguém, pois tu, esse teu olhar, era hipnotizam - te.
   De uma coisa eu já não tinha duvidas, tu eras lindo, e eu cada vez mais tinha o meu desejo mais realçado, agora sabia que não estávamos assim tão desencontrados e teria de fazer com que nos encontrássemos novamente. Para mim, isto foi um sinal, algo que me mostrou que valeu a pena todo o tempo que esperei, que agora poderia realmente realizar os meus sonhos, os meus desejos, que valeu a pena tudo o que sofri, pois só o facto de te ver, isso tornou - me feliz.
   Para mim, foi um momento mágico, que valeu muito mais que alguns da minha vida, só pelo simples facto de ser relacionado contigo. Por fim eu percebi, os sonhos podem ser reais.

17/03/11


 Uma manhã, um sonho realizado. [ parte V ]

"lembra-te de todas as palavras."
  Os dias eram enormes, e apenas conseguia que passassem mais rápido quando me lembrava do momento mais mágico, o momento em que me apareceste inesperadamente e por isso me deste um sorriso que já não tinha à muito tempo, já não sabia o que era sorrir na verdade, até aquele dia apenas tentava ser forte, o que na realidade não é o mesmo que ser feliz, até aquele dia o meu sorriso era forçado com o objetivo de que ninguém se preocupasse pois não conseguia ser egoísta ao ponto de fazer com que alguém ficasse em baixo, tal como eu andava, simplesmente todos tinham problemas e eu não queria ser mais um.
  Já tinham passado vários dias e não conseguia deixar de relembrar aquela parte do meu sonho que foi tornada real, a primeira vez que tive o enorme prazer de te ver na verdade, provavelmente o melhor dia desde que era capaz de me lembrar, mesmo que tivesse sido só por breves segundos. Relembrava-o com um sorriso e imaginando como seria quando te voltasse a ver, como estarias vestido e como seria puder tocar-te finalmente, só me faltava a coragem para tentar realiza-lo, tinha medo que te pudesse desiludir. 
  Algum tempo depois arranjei maneira de tentar realizar o meu sonho, disse-te que o queria e felizmente tu também o quizeste, disponiblizaste-te para te encontrares comigo um dia. Que mais puderia desejar? era na verdade o que mais queria e isso deixou-me incondicionalmente feliz, mas demasiado ansionsa.
  Passavam dias e dias e eu esperava indefinivelmente nervosa por "o dia".
  Finalmente, este tinha chegado, era de manhã, era estranho levantar-me de manhã num dia de férias, no mês de Julho mas por ti eu acabei por o fazer, só pensava que queria aproveitar ao máximo o tempo em que pudesse estar contigo. Não me consigo lembrar do que aconteceu até chegar ao sítio que haviamos combinado, acho que apenas consigo recordar quando finalmente tu apareceste. Lembro-me tão bem como esperava, estava ansiosa e tu estavas a demorar, não que estivesse cansada de esperar, mas queria tanto puder estar perto de ti. Então eu vi-te, ao princípio não tinha a certeza que eras tu, estavas demasiado longe para te reconhecer, mas vinhas na minha direção e aí tive a certeza. Como é que é possível que eu ainda saiba como estavas vestido, na verdade já passou um ano e meio desde esse dia, mas eu, em relação a ti, tive sempre ótima memória. Estavas com uns calções vermelhos, uma t-shirt azul-marinho, uma pasta e umas sapatilhas, o que mostrava bem que íamos até á praia. A primeira coisa que me disseste foi "Olá" seguido de dois beijinhos, e não imaginas o quanto isso me fez feliz, pois depois de tanta espera tu estava alí mesmo á minha frente, mesmo perto de mim e eu não estava a falar da espera nesse dia, mas sim da espera durante dias de realizar o maior dos meus sonhos. A tua voz era como eu imaginava, um pouco rouca mas super amorosa, era tão bom puder ouvir-te, e o teu sorriso era lindo, não é possível descrever mas esse sorriso automáticamente fazia com que eu também sorrisse, era estranho, mas mostrava o quanto eu ficava verdadeiramente feliz quando te pudia ver a ti. Nem sei explicar qual foi a sensação, mas eu apenas desejava que tudo aquilo não fosse mais um sonho que puderia acabar, acho que a minha vontade era beliscar-me mas controlei-me, nem quero imaginar a tua cara se me visses a fazê-lo!
  A manhã estava a passar demasiado rápido mas eu aproveitei ao máximo todos os momentos, tiramos fotos que ainda hoje guardo, fiquei com alguns objetos teus que ainda agora tenho sempre comigo e que levo para todo o lado, conversamos imenso, rimos e sorrimos graças à tua enorme e contagiante boa disposição, mas a manhã estava a acabar. Na altura o combinado era ficarmos juntos todo o dia, mas lembraste-te de algo que não podias deixar para outro dia e por isso disseste-me que tinhas de ir embora explicando-me a situação, eu compreendi, mas antes de ir embora pedi-te apenas uma coisa, um abraço e tu abriste os braços para mim, graças a isso demos o nosso primeiro abraço, o melhor abraço que tanto me fez sorrir. Naquele momento não existía mais nada na minha cabeça, eramos apenas tu e eu, naquele momento estavamos juntos, agarrados e por mim ficariamos alí para sempre, mas tu tinhas de ir embora e assim foi, despediste-te com dois beijinhos e seguiste o teu caminho. Nesse dia realizou-se um dos nossos melhores momentos, uma data que ainda hoje sei decor, uma manhã em que não mudaria nada e que recordo com o maior dos orgulhos. Tu e eu, juntos finalmente.

25.12.2011

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