sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Alma gémea

Não sei o que pensar, mudou tudo tão rápido.
O que eu pensava que eram coisas apenas da minha cabeça afinal eram bem reais, eras tu novamente.
Lembro-me de tantos pensamentos antes de ir dormir em que tu e eu éramos mais que apenas amigos, pensamentos que permanecem de à dois anos para cá, mas bem, isso era só um daqueles pensamentos antes de dormir que ninguém iria descobrir, que só eu sabia. Só um pensamento, nada mais. Acho que o melhor que temos no mundo são os pensamentos, serão apenas nossos, sempre e só os partilhamos se quisermos realmente e tu eras algo que não queria partilhar, não da maneira que eu imaginava. Era tudo tão estranho, mas nunca, jamais seria realidade. Afinal, quem imaginaria, eu e tu juntos, tu não devias ser de certeza.
A distancia afastava esses pensamentos, esses sonhos acordados de uma vida em conjunto, não como tínhamos, não como amigos, era algo mais, mas acabavam ao fim de um tempo, havia algo que preenchia esse lugar.
Sempre disse, se um dia escolhesse um rapaz seria como tu.
Pensamentos malditos que voltavam quando nos reaproximávamos, não, Jéssica isto nunca ninguém saberá e além disso daqui uns tempos voltam a desvanecer-se. Mas o pior é que também um tempo depois voltavam, por vezes longos meses, mas sempre voltavam.
Até que os pensamentos voltaram, mas não antes de dormir, eram mais reais, não eram como antes que os meus olhos estavam fechados, mas sim quando estavas bem à minha frente. Um olhar rápido para os teus lábios, como seria um dia se... mas não, tinha de os controlar, mesmo que não leias os meus pensamentos eu sabia que me conhecias e podias reparar. Controlar isso ainda era capaz, mas e o batimento cardíaco acelerado quando me abraçavas ou estavas mais perto de mim... isso era sem dúvida mais difícil, bem que tentava mas esperava mesmo que não o conseguisses sentir ou mesmo ouvir.
Amizade como qualquer relação tem como base a confiança e isso nunca nos faltou, disso eu tinha orgulho.
Alma gémea, o que nos diz, uma parte de nos, metades que se completam, sou eu e tu e seremos sempre.

2012

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